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Saudade
De malhada em malhada alcancei Uma terra esticada pra minha reserva Refrigério de sonhos, livre de guerra Campos de esteio e pobres brasões.
Alada cortina, ponteio e sons Muralha invertida que o avelós encerra Banhado de luz, banido de pedra Surto de escombro, constelação.
Descanso do corpo, alimento e razão Mas assombra a saudade e o coração se terna Se curva guiado á contenda se encerra Se achando vencido pela monstra a facão.
Me entrego ao conflito, esquecida das serras Cinge-me o rosto a coragem em carvão Foge a esperança, vem o cansaço Esquecendo as paragens da promissão. |
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Poemas |

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Carlos Drumond de Andrade |
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Saudade |
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